Só Ações? Mas porquê?

Só Ações Mas porquê

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O e-book “O Mistério da Análise Fundamental de Ações” é sobre um modelo de análise que lhe permitirá expandir o potencial de retorno de um portfolio diversificado de ações de, digamos, 5%, para 15%.

Isto em termos de retorno médio anual.

Mas é legítimo perguntar: porque não 25%? Ou 50%? Ou 100% ao ano?

Porque mais importante que a taxa média anual de retorno, é a longevidade do investidor. É necessário investir durante muitos anos para ser bem sucedido no mercado de ações.

O problema de se querer taxas de retorno muito elevadas é que para poder almejar esses retornos é necessário correr riscos também muito exacerbados o que inevitavelmente leva à falência do investidor, ou pelo menos à diminuição incapacitante da sua conta de investimento.

Repare que mesmo as melhores empresas dificilmente crescerão mais de 20% ao ano em termos de longo prazo, pelo que pretender retornos superiores será economicamente irracional.

O que os investidores demasiado ambiciosos costumam fazer é alavancar o seu capital através da utilização de produtos financeiros derivados, tais como opções, futuros, CFDs, warrants, etc. A utilização destes produtos financeiros derivados – que podem ser considerados tóxicos – foi a principal causa de insucesso e abandono precoce de muitos investidores que conheci.

Do outro lado da moeda estão investimentos que não aquecem nem arrefecem, como depósitos a prazo, certificados de aforro, obrigações, etc, que têm um retorno inferior a 5% ao ano.

As ações – que são títulos que representam a propriedade de empresas – estão ali no sweet spot, ou seja, nem são demasiado conservadoras, nem demasiado arriscadas. É possível e desejável que se posicione nesse sweet spot e faça aí toda a sua carreira de investimentos.

Antes de terminar, gostaria de fazer duas ressalvas:

 – Não deverá realmente investir 100% em ações, pois primeiro (ou simultaneamente), deverá ir construindo um fundo de emergência em liquidez de pelo menos 6 meses de despesas. Este fundo de emergência é o que irá permitir que se mantenha investido mesmo numa crise ou emergência pessoal;

 – Numa idade já mais avançada – tipo, a partir dos 70 anos de idade – é boa ideia ir reduzindo progressivamente a alocação a ações, mas sem nunca descer dos 50%. Não há coisa melhor para se deixar aos herdeiros que uma carteira diversificada de ações fundamentalmente atrativas, que vai valorizando e é perfeitamente divisível e líquida.

Tendo como ponto assente que as ações são o melhor investimento financeiro, leia o nosso artigo sobre a primeira nuance que é absolutamente necessário que conheça. Eu demorei 10 anos a aprender essa nuance, pelo que é possível que não saiba… e precisa de saber para conseguir separar as boas e más ações.

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