Setores e Indústrias

Dois operários numa fábrica industrial.

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É comum na nossa linguagem de Investimento em Ações falar em Setores e Indústrias.

Mas o que são afinal?

As empresas do Standard & Poor 500, índice que agrega 500 das maiores empresas norte-americanas cotadas em bolsa, estão organizadas em 11 Setores diferentes:

  1. Consumo Discricionário;
  2. Consumo Básico;
  3. Energia;
  4. Financeiro;
  5. Saúde;
  6. Industrial;
  7. Tecnologias da Informação;
  8. Materiais;
  9. Serviços de Telecomunicações;
  10. Utilities;
  11. Imobiliário.

Dentro de cada Setor, as empresas são subdivididas em Indústrias. Atualmente há 69 Indústrias, mas nem todas estão representadas no S&P500.

Porquê esta divisão?

Uma das vantagens de dividir a economia em setores, principalmente para os investidores em ações, é a possibilidade de comparar empresas do mesmo Setor, que fará, à partida, mais sentido do que comparar empresas de setores diferentes.

Ainda assim, no mesmo Setor, há atividades tão distintas que a subdivisão em Indústrias faz também sentido. Dito em bom português: os Setores e Indústrias permitem-nos comparar alhos com alhos, e não alhos com bugalhos.

Outra vantagem é permitir-nos analisar e tentativamente prever o comportamento dos Setores tendo em conta o cenário macroeconómico, usando variáveis importantes como o crescimento do PIB, a taxa de desemprego, o nível das taxas de juro, da inflação, etc.

E a utilidade para o Investidor?

Ao enquadrar as empresas que pretende analisar no respetivo Setor e Indústria, irá perceber quais aquelas que têm maior vantagem competitiva, as que são mais lucrativas, as menos endividadas, as mais inovadoras ou as que se deterioram lentamente, caminhando para a falência.

Mais, poderá compreender melhor de que forma interage a economia, ou seja, como um Setor influencia o outro, como uma empresa de transportes é afetada por quebras no Setor de Energias, etc.

Em conclusão, quererá compreender os diferentes setores para aprendermos a analisar melhor as empresas que os integram e, dessa forma, selecionar investimentos a longo prazo com uma melhor relação entre a rendibilidade esperada e o risco.

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